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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

DIVINÓPOLIS - O LIVRO PROIBIDO


Capítulo IV

Desvios de verbas
Demétrius apoiava Vladimir, que apoiava Demétrius, que apoiava todo mundo. E no final das contas o atual prefeito não quis saber de apurar o que quer que fosse do governo anterior. Ao contrário, fez questão de aproveitar alguns quadros da antiga administração, certamente porque essa gente conhece o ‘caminho das pedras.’
Quem acusa é a promotora Gisele Silveira Penteado, ao instaurar o Inquérito Civil de nº MPMG – 0223.09.000055 – 3, ainda no alvorecer do governo tucano, em 23/03/2009 – o inquérito só veio a público em 2011.

TRANSCRIÇÃO
Município – Divinópolis
Representantes: De ofício
Representado(s): Construtora Jalk, Consórcio Conserva/Libe, Dárcio Abud Lemos, EMURB – Empresa Mineira de Urbanização, Engeponta Engenharia, Lince Engenheiros e Consultores, Lúcio Antônio Espíndola, Pavisolos, River & Land Projetos, Sabre Engenharia, Selt Engenharia, Trisa Engenharia, Selt Engenharia.
Área(s) de atuação: Patrimônio Público
Palavra(s) – chave: Licitação
Descrição do fato: Fraudes em licitações promovidas pelo Município de Divinópolis para favorecimento das seguintes empresas: Trisa Engenharia, Lince Engenheiros e Consultores, Sabre Engenharia, Pavisolos, River & Land Projetos, Engeponta Engenharia, EMURB - Empresa Mineira de Urbanização, Construtora Jalk, Selt Engenharia, Consórcio Conserva/Libe.

As acusações da Promotora de Justiça se referem a desvio de verbas do PAC – verbas federais, como se disse, bem no início do governo Vladimir Azevedo. Tudo leva a crer ter havido um acerto de contas (contrapartida) por financiamentos da campanha do ano anterior. Não esperaram sequer o ‘veículo’ pegar uma segunda marcha.

De um modo geral os administradores públicos que assumem mandato não se prestam a fiscalizar os antecessores, por uma espécie de aceitação tácita da corrupção, desmandos e incúrias.
Não querem ser fiscalizados lá na frente. Sabem de antemão o bicho que vai dar.

Assim dizia o Bururu Bururu de 14/10/2011:
BURURU BURURU Nº 011 – outubro de 2011
Boletim anárquico/cidadão

Divinópolis entre as 300 melhores
Aproxima-se o período eleitoral e o prefeito marqueteiro vai elevando o tom das inverdades. E faz-se ganhar prêmio da OMEMP, empresa de Brasília, especializada em vender honrarias.
Para o insigne mandatário, um prêmio tem de atender à sua fixação: viagens ao exterior.
Por falar nisso, quando mister James virá? Mister James é o hipotético inglês, professor de tratamento de lixo urbano, que virá para ensinar os especialistas daqui. É o resultado de recente tour pela Inglaterra, com dinheiro público, onde o prefeito conheceu o ‘premiado’ mestre. 
Mas como diz o outro, será na cidade de Colônia, Alemanha, a elevada honra de instalar Divinópolis como uma das 300 cidades melhor administradas do mundo. Ao lado de Granito/PE, antiga Bodocó, (6.500 hab.) Alvarães/AM, (14 mil hab.) Jales/SP, e Parintins/AM, dos bois Garantido e Caprichoso.
Basta somente uma olhada no site da tal Organização Mundial de Estados, Municípios e Províncias (OMEMP) para se constatar que o golpe é antigo. Primeiro, a organização busca credibilidade. Geralmente, pega carona com deputados federais e senadores.
Foi o que fizeram. No início deste ano, a entidade levantou os nomes dos parlamentares mais votados no site da Justiça Eleitoral e arranjou uma solenidade para homenageá-los no Congresso Nacional. Fizeram um cenário com um grande cartaz da entidade ao fundo e tiraram fotos com os políticos mais votados em seus estados. Obtida alguma credibilidade com as fotos através do site, a entidade passou a vender diplomas para as prefeituras de todo o país. Em junho de 2011, por exemplo, eles venderam o diploma para as "100 Cidades Mais Dinâmicas do Brasil".
Agora, a OMEMP está usando a mesma artimanha. Assim, como fizeram com os políticos em Brasília, a entidade está usando a credibilidade de dois grandes eventos de tecnologia, Urbantec e FSB, tradicionalmente realizados em Colônia, Alemanha, para vender para as prefeituras o diploma “300 cidades mais dinâmicas do Mundo”.
Doce tour pela América
Lima é uma desolada capital do Pacífico, onde nunca chove. Espremida entre os Andes e o porto de Callau, a cidade é uma barafunda de trabalhadores informais, cholas, vendedores ambulantes e câmbio de moedas no meio da rua. Abriga um trânsito caótico de muita pressa e profusão de buzinas.
Se divide entre a área conhecida por centro histórico, compreendendo uma série de edifícios coloniais, a Plaza Mayor, a catedral, e alguns prédios das forças de segurança, mais as favelas que sobem os primeiros degraus nos contrafortes dos Andes. E o lado rico, os bairros de Miraflores e San Izidro, onde reside a burguesia peruana. Nas falésias do bairro chamado, por questões óbvias, Barranco, estendem-se vários restaurantes especializados em frutos do mar. Não há praias. O restaurante Rosa Nauta, cujos mariscos são muito apreciados pelos turistas, é uma construção no leito do mar, a duzentos metros das falésias e do Malecón. Tudo naquele país andino é barato. A vida é pobre, mas após a era do Sendero Luminoso é tudo calma. Mas a corrupção é a mesma daqui. Todos se lembram da dupla Fujimori/Montesinos, que anda pagando nos cárceres limenhos o preço da corrupção..

Basicamente o Peru produz cobre, pescados (atum) e outros frutos do mar. Nada mais que se saiba ou interesse. Mas o prefeito Vladimir Azevedo viajou a Lima para encontrar-se com dignatários do lugar, aproveitando sua passagem pela prefeitura de Divinópolis atendendo à sua paranóia: viajar ao exterior com recursos públicos. Quiçá tenha aproveitado a oportunidade para dar uma chegadinha turística a Cusco e Machu Pichu, a 45 minutos de vôo da capital.

A cada viagem uma história diferente, sempre a serviço dos maiores interesses de Divinópolis. Se pudesse falar a verdade, Vladimir diria que anda tomando banhos culturais pelos países considerados interessantes. Antes estivera em Nova Iorque, onde o serviço consular esteve à sua disposição nos dias em que procurava revigorar o inglês. Na sua bagagem, evidentemente, nada trouxe de interessante para o município.
Em seguida esteve em Londres, onde um tal mister James estaria interessado em vir a Divinópolis com o objetivo de ensinar os conservacionistas locais sobre como processar lixo orgânico. Mister James nunca apareceu. E nem nunca aparecerá, 

Escândalo da Veja
O governo municipal, como já se disse aqui, vive de mídias e viagens. Uma das mais interessantes autopromoções aconteceu em 2010, quando, segundo o jornal eletrônico Divinews, gastou-se R$20 mil com a mídia para o objetivo de dar eco a uma citação que jamais foi pautada na realidade.  Não há provas do pagamento que certamente Vladimir fez à Veja, para incrustar o nome de Divinópolis entre as cidades ‘Mais Mais’. E nem recibo da compra das revistas com as quais presenteou amigos, vereadores e autoridades.
Ao revelar que comprara as revistas com recursos próprios, Vladimir Azevedo não foi capaz de sustentar suas afirmações, muito embora tenha recebido variados pedidos da vereadora Heloísa Cerri nesse sentido. O prefeito se nega seguidamente a fornecer dados que facilitem a fiscalização. As verbas para publicidade pertencem a uma caixinha preta guardada a sete chaves. Sua Administração é feita debaixo de sombras e dissimulações.

FALTAM 17 MESES PARA O INÍCIO DA COBRANÇA DAS TAXAS DE ESGOTO

Ligações perigosas – Fabiano Tolentino
O governo do PSDB não congrega um mínimo de critérios quando se trata de oferecer vantagens na promoção de alianças com partidos, pessoas, grupos, seja lá o que for.
Fabiano Tolentino mostrou-se um fenômeno das urnas, quando obteve a maior votação nas últimas eleições para vereador. Antes, é preciso que se diga, havia colocado a Secretaria Municipal de Lazer e Turismo a serviço de sua candidatura. Promover festas e eventos com recursos públicos para tirar proveito político é a sua especialidade. Sabe muito bem quando fala: tomado de ciúmes na campanha que o levou à Assembléia Legislativa, acusava pelos cantos o atual secretário, Rômulo Duarte, de usar os mesmos métodos em favor da eleição de Francisco Martins também à AL. Sem apresentar provas ou evidências, inaugurou o modelo ‘acusações preventivas’.
Quando o vice fracassou, de imediato o prefeito Vladimir Azevedo foi buscar Tolentino para abrigá-lo sob as asas. Mas o neo-deputado, que exibe uma simpatia do mesmo tamanho de seu atrevimento, cobra caro. São cargos e mais cargos para atender à sua goela de leão. Não satisfeito, avançou sobre a Secretaria de Agronegócios, instalando ali seu companheiro Paulo Marius, que por sua vez, escancarou as portas para o deputado.
Sua presente exigência está ligada ao financiamento de eventos rurais por parte da Secretaria comandada por Marius, de modo que as despesas resultantes recaiam sobre a Administração Pública, e por consequência, sobre a população. Feira de Produtos Rurais no Parque de Exposições e Encontro de Comitivas, em Santo Antônio dos Campos, foram algumas dessas promoções. A abertura de lagoas em fazendas amigas também faz parte da Secretaria de Agronegócios. O vereador Adair Otaviano possui fotos de pelo menos de uma delas.

A cartilha mentirosa
Para coroar seu enorme balcão de perfumaria, o insigne deputado estadual Fabiano Tolentino, mandou imprimir luxuosa cartilha (sempre com dinheiro público) para anunciar R$12 milhões, sim senhores, R$12 milhões de investimentos no município de Divinópolis e região.
De imediato se soube que era mais uma dessas mentiras auto-propulsoras urdidas por profissionais da mídia, a mando do deputado, que o Pinga-Fogo buscou apurar com o seguinte ofício:

Ao
Exmo Sr.
Deputado Estadual
Fabiano Tolentino
A/C Assessoria Divinópolis
Em mãos
Divinópolis, 04 de outubro de 2011

Prezado senhor;



Com relação aos enunciados contidos no livreto ‘Nove Meses’, distribuído por vossa assessoria, apraz-nos congratularmos com V. Excia por tantas e tão importantes conquistas.
Na oportunidade gostaríamos de contar com a vossa habitual presteza, no sentido franquear a esta publicação, documentos pertinentes a cada uma das verbas elencadas no folder, tais como: depósitos referentes a cada um dos enunciados, extratos bancários identificando verbas liberadas, assinaturas de convênios, e tudo o mais que possa esclarecer aos contribuintes origem e finalidade das referidas verbas.

Sendo o que se nos apresenta para o momento, e na expectativa do atendimento deste nosso pleito, subscrevemo-nos;

. 



Editora Centenário Ltda
Jornal Pinga-Fogo

Não houve resposta.

Claro que no primeiro ano de legislatura não é possível (até por questões técnicas) a liberação de verbas, porque o Orçamento é votado no ano anterior. Liberação das chamadas verbas de representação ou Emenda Parlamentar, para os novos deputados somente no ano subsequente de legislatura.
Mas no tal folder tem de tudo. Até a liberação de verbas federais para a construção de UPA – Unidade de Pronto Atendimento, que nada têm a ver com aquele mandato, está relacionada no seu “Nove meses – Nasce um novo tempo”, que está sendo chamado de ‘Nove meses, o parto que não houve’.
A lista que vai na capa posterior, desabrida, sem nenhum pudor, mostrando uma sucessão de feitos que não aconteceram, sugere que Fabiano Tolentino navega na mesma direção da tucanagem, que faz da mentira a sua principal arma.
Já de início, na sua ânsia de aparecer, se apropriara das reivindicações do então deputado estadual, Domingos Sávio, no projeto de Aécio, agora de Anastasia, denominado, Estradas Faltantes. É o asfaltamento de trechos como o que liga o posto Karrão a Igaratinga, ou Cacoco a São Sebastião do Oeste. A situação agora tomou o seguinte formato: se sair o asfaltamento, os méritos ficam para Domingos Sávio; se não sair, a culpa é de Fabiano Tolentino. Foi ele mesmo quem quis assim.

OS.
O Livro ‘Divinópolis – O Livro Proibido é inserido neste Blog a cada 15 dias, sendo que a versão impressa sairá no mês de maio de 2012.

FALTAM 16 MESES PARA A COBRANÇA DAS TAXAS DE ESGOTO.
O VALOR?  75% DO TOTAL DA CONTA DE ÁGUA. 

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