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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Divinópolis – O Livro Proibido

por Itamar de Oliveira

Apresentação

Principio por dizer que me custa razoável sacrifício divulgar este livro de características especiais, para um município limitado a degustar biografias de seus vultos mais importantes, ou preocupado em deslindar a sua própria história.

Estou ciente de que, lamentavelmente, provocarei constrangimentos. Porém, alguém tem que falar. A população não deve sobreviver na escuridão forjada pelos meios de comunicação volúveis, por trás da cortina de fumaça lançada pelos conhecidos ‘Chapa Branca’ com a finalidade de solapar a verdade e fazer vistas grossas para as incúrias administrativas. Evidentemente que não carrego a veleidade de ser a ‘palmatória do mundo’, até mesmo porque em outras ocasiões bebi na mesma fonte, muito embora com muito menos sede.

Na condição de analista político por mais de vinte anos em variadas publicações locais, venho carregando sobre os ombros o peso dos resultados originários dos embates infinitos a que me proponho, me confrontando com o ‘idealismo’ dos políticos, limitado à retórica, se contrapondo à prática do jornalismo objetivo. Discutem-se e compram-se alianças, fazem-se coalizões, coligações, buscam-se adesões, tudo como se fosse um mero exercício de comprar pão na padaria. As negociatas são feitas em dinheiro vivo, imóveis, ou cargos de confiança, como se verá mais adiante.

Isso resulta em atrasos irreparáveis para sociedade, em ingovernabilidade que clama pela troca de favores, em mentiras dirigidas à população, porque os esquemas saem caro para os bolsos dos contribuintes e eles devem viver na ignorância. Mentira robusta custa dinheiro e cargos – Nicolló di Machiavelli inferia: ‘dividir para governar.’

Pessoas reconhecidamente honestas e capazes transformam-se da noite para o dia em tiranetes ou lacaios do poder, entregando de mãos beijadas tudo o que for de dignidade, crenças pessoais, valores familiares, tudo. Dificilmente alguém escapa da abdução automática, a exemplo de gado transportado em vagões, como foram os judeus tangidos para Treblinkla e Sobibor.

As agremiações estão mais para máfia do que para partidos políticos. As cúpulas enxergam a realidade, mas se acumpliciam aos mal feitos, ou quando nada, fazem vistas grossas para a desonestidade dos parceiros. Ninguém censura ninguém. Não se sabe o dia de amanhã.

Sustentando falsos ídolos, renegando as origens e a verdade, Divinópolis entra no Centenário pela porta dos fundos da política municipal, estadual e federal.

Importante reconhecer que a cultura é recorrente, sem ser prática exclusiva do atual governo – mas por favor, não retirem essa frase do seu real contexto.

Os vícios eleitorais chegam ao absurdo de fazer uma doença tão terrível quanto o câncer virar moeda de troca nas eleições. Um candidato a vereador (Nilmar Eustáquio) comete o absurdo de transacionar com empresa que nada tem a ver com o combate à doença, mas que arrecada em nome dela. Outro, - que já foi acometido realmente pelo câncer - simplesmente raspa os cabelos no período pré-eleitoral para mostrar-se como vítima ao seu eleitorado, aproveitando um restinho do apelo cancerígeno. A tropa de choque do prefeito desinfeta os gabinetes da Câmara porque o homem não tolera oposição. Vanícia Rocha (Secretária Geral da Câmara e protegida de Vladimir Azevedo) evoca-se a condição de deusa e faz o que bem entende. E é ousada. A própria impunidade encoraja. Contando com a proteção do prefeito cujos tentáculos dominam o Legislativo, ausenta-se no período de trabalho, viaja, faz gastos desnecessários, uso de carro oficial para levar filho à escola, articula novos apostilamentos e reapostilamentos, como se o poder não fosse algo fugaz e efêmero. Os 13 vereadores da atual legislatura, com exceção de Heloísa Cerri, Edson Sousa, formam a alegre ala da situação. Muitos cargos e favores (relacionados mais à frente) passam por aqueles corredores. É uma permanente viagem no Trem da Alegria.

Agora, se algo ameaçar o Chefe, o aparato de contenção é mobilizado imediatamente para dar combate aos organismos estranhos e tudo voltar à normalidade. Fogem das convulsões e das próprias mentiras como o diabo foge da cruz. Da estabilidade do Chefe depende seus empregos (geralmente são pessoas de pouca expressão e uma leva de desempregados, mas fiéis como cães de guarda) cada qual instalado em uma das centenas de vagas que são franqueadas aos acólitos. Certos personagens não saem do circuito. Entra governo, sai governo, lá estão eles, firmes e fortes. Dessa gente é que não se pode esperar nada.

Entre os oligarcas deve circular um livro de cabeceira com instruções sobre como combater as oposições. Estas são invariavelmente taxadas de ‘irresponsáveis’, ‘descompromissadas’, ‘denuncistas’, e geralmente marginalizadas, com evidente segregação social e política. É a maneira arrevesada de retirá-las (as oposições) do contexto. São tidas como bolhas ‘perigosas’, ‘articuladoras do mal’, e brindadas com o máximo desprezo. Não percebe, a classe política, que esse tipo de monitoramento libera o zinabre da corrosão, os ácidos da ferrugem, que aos poucos irão consumi-la. Lixo debaixo do tapete tem preço de armazenagem.

Havia uma roubalheira de pedras poliédricas destinadas a calçamento. Favorecimentos ilícitos aconteciam a todo instante e ainda hoje acontecem. O prefeito foi alertado, o secretário de obras, Adilson Quadros foi avisado, mas nada fizeram (usaram ouvidos de mercador) para impedir a tunga comandada pelo Adjunto, Simonides Quadros, graduado de patente na farsa politiqueira, bajulador e corrupto, ademais de candidato a vereador– não cola mais essa de ‘minha única herança é o nome que meu pai me deixou’. Soa como habeas corpus preventivo.

Foi então que fizemos a denúncia à Câmara, encarregada de fiscalizar o Executivo. Foi instalada uma CPI, que veio a ser conhecida como CPI do Calçamento. A tropa de choque, incluindo a imprensa solícita, moveu mundos e fundos para matar no ninho a Comissão.

A farsa foi consolidada quando o PDT expulsou maldosamente o vereador de oposição Edson Sousa, (então Relator da CPI, que expulso, ficou impedido de prosseguir na relatoria) dos seus quadros, acomodando em seu lugar o vereador Antõnio Paduano Pereira. Paduano, como se sabe, não vota contra governo algum. E fez um relatório de acordo com a encomenda.

O presidente da Comissão Parlamentar, vereador Hilton Aguiar, cooptado (confessadamente) pelo Executivo, só agora, depois de ver promessas não cumpridas, revela que ‘se fosse hoje eu conduziria a CPI de maneira diferente.’ Agora é tarde, exceto se a Promotoria Pública acordar de sua eterna letargia e levar em consideração o Relatório Paralelo a ela enviado pelo vereador Edson Sousa. O Relatório aponta as inumeráveis falhas do processo – esse Relatório, ou uma sequência de observações críticas, será transcrito nos capítulos seguintes.

Mas enfim, Divinópolis tem na política dos grotões o modelo consolidado. Não há em todo o espectro o que se convenciona chamar de ‘direita, centro, esquerda’. Não há ideologia e nem respeito a quaisquer estatutos. Somente a volúpia do poder. Quem se esgoelava ontem contra Prestes, Krushev ou Fidel, está hoje nas fileiras do PC do B – ou nos partidos socialistas – boa parte das vezes sem sequer ter a noção exata do que seja ‘socialismo’. E quem frequentava as passeatas dos Anos Chumbo, clama agora pela volta dos militares. Um aranzel que ninguém sabe aonde vai dar. O que vale é o balcão de negócios do governo, que paga aos seus fieis o preço que eles nem de longe merecem.

A entrega do esgotamento sanitário à Copasa apenas por ‘dever partidário’; os gastos de valores espetaculares com a mídia para propagandear a suposta ‘Despoluição do Rio Itapecerica’, que nem está nos planos internos da empresa; o uso da máquina pública para beneficiar os ‘amigos e colaboradores’; as viagens desnecessárias ao exterior com dinheiro dos contribuintes, a tentativa de reeleição a qualquer custo, nos faz refletir como cidadãos, se esta é a cidade que todos nós queremos para os nossos filhos e netos.

Mas uma coisa podemos garantir: Divinópolis não será mais a mesma depois que a opinião pública tiver conhecimento dos fatos que serão narrados neste livro.

O autor

Capítulo I 
Programa de governo ou obsessão pelo poder?

Devo confessar de público, que o Coronel Pedro Magalhães de Faria é boa gente. Ele e a sua esposa, Sônia Terra sempre me trataram muito bem e com distinção durante os cerca de vinte anos de idas e vindas em que prestei serviços ao Jornal Agora. Eu penso terminar minha tarefa ligada ao jornalismo, se vivo for, em 3 de outubro de 2012. Nem um dia a mais.

Mas para que o distinto público tenha conhecimento de como funciona o intercâmbio entre jornalismo e poder, é preciso antes de tudo esclarecer o mito de que meios de comunicação não podem estar do lado de facções políticas ou mostrarem-se parciais e solidários nos seus comentários e enunciados. Sejam a favor ou contra. Os próprios jornais e emissoras de TV dos EUA desmentem essa versão. Democratas e Republicanos e até os comunistas em plena terra de Tio Sam, contam cada qual, com os grupos de comunicação simpáticos às suas causas. Entretanto, alinhavam-se e se prendem, obedecendo a tradições político/partidárias, filosóficas e ideológicas. Nunca exclusivamente por motivos financeiros.

Diferentemente, no Brasil é fato raro ligação com tais estruturas. Jornais e emissoras de rádio simplesmente não podem prescindir dos poderes públicos na lida da sobrevivência. E sendo assim abrem mão da independência editorial. Sem outra opção, a opinião é vendida, como no mercado de frutas se vende banana e mamão. Desse modo, quem paga pode divulgar falsas notícias, (geralmente se gabando de algum feito) através do mais sensitivo órgão a serviço da mentira, o jornalismo.

Com a banalização, os recursos para aplacar a sede da opinião ligeira devem ser cada vez maiores. Como as verbas não saem do bolso de quem as concede fica fácil.

Dois grupos se alternam no poder paralelo em Divinópolis. Jornal Agora e Grupo Mayrinck. Ora um, ora outro, ‘ganha’ a eleição. Com Vladimir ganhou o Jornal Agora, que apostou no tucano e jogou suas fichas na dupla Vladimir/Francisco - da minha parte, sinceramente, eu não acreditava na dupla. A não ser bem às vésperas das eleições, como seria lógico. Aí foi constatado o seguinte: Vladimir não teve adversários à altura para debater os temas políticos com ele. A partir do encontro na TV Integração começou a ficar delineada sua vantagem sobre os demais. Não ganhou pela sua competência, mas pela incompetência dos demais. É opinião cristalizada nos meios políticos de Divinópolis.

A obsessão pelo poder faz com que sejam traçados planos que envolvem a ‘inteligentzia’ importada de outros centros. Coisas demoníacas sacadas da mente doentia do ‘cientista político’ Antônio Faraco, um estrangeiro que veio dar ordens em Divinópolis.

Roberto Pedro Bento lança-se candidato a prefeito sem a mínima chance de sair vitorioso. Jorge Torquato vagueia pelo mesmo caminho. Ambos estão a serviço dos tucanos na busca pela divisão dos votos. Quando ambos afrontam os eleitores o fazem conscientemente, sabendo que estão a serviço de Vladimir Azevedo. Roberto Pedro Bento sempre esteve ao lado do poder, seja ele qualquer um; Torquato anda fixando bancos de madeira em praças públicas, como se fossem presentes dele para a população, mas na verdade ele consegue os bancos graciosamente com a Administração.

Na era Galileu Machado o poder estava nas mãos do Grupo Mayrinck, que chegou a comandar uma agência de Belo Horizonte na prestação de serviços à administração peemedebista.

A PRP Propaganda do publicitário Paulo Bocca é a agência que ganha as contas de Prefeitura e Câmara nos governos tucanos. Se acaso a empresa fica de fora, entra como extensão da firma vencedora. De um jeito ou de outro a agência é contratada. Embora a PRP preste bons serviços, a maneira com que é contratada é totalmente anti-republicana.

Secretaria de Comunicação

Essa é um caso à parte. Não pode arvorar-se de séria uma administração que cria cargos de confiança para abrigar jornalistas dos jornais parceiros. Até porque há jornalistas devidamente concursados para ocupar esses cargos. São jovens que precisam trabalhar, mas que são preteridos em nome dos conchavos. Claro que na partilha do bolo o órgão do qual o contratado é originário vai levar vantagens imensas sobre os demais. No caso da Secretaria de Comunicação o titular (embora ocupe o cargo de Adjunto) é Wallon Delano. Diz-se amigo pessoal do prefeito, quando na realidade faz parte da cota do Jornal Agora. Uma espécie de problema trabalhista que a Pemafa precisava resolver. E ficou bem resolvido.

No princípio as verbas são contidas, parcimoniosas, mas com o andar da carruagem as cravelhas vão se afrouxando e começa o desperdício. E quem sabe (dizia Vandré) faz a hora, não espera acontecer. O grande volume de verbas despendidas com o cantor Daniel na abertura da Divinaexpô 2011 está sendo objeto de investigação do Ministério Público. Denunciado pelo Divinews, e pela vereadora Heloísa Cerri na Câmara, o cachê de R$120 mil do cantor havia se transformado rapidamente em R$320 mil. Em qualquer lugar do mundo isso leva o nome de roubo, de desvio de verbas públicas, mas em Divinópolis, pelo contrário, haverão de arranjar uma justificativa para o descalabro – o cantor Rodrigo Bergall da sofrível vertente do axé, realizou inúmeros shows a pedido da prefeitura com cachê de R$20 mil por apresentação, quando se sabe que no mercado local da música esse valor não ultrapassa os R$3 mil. Que tipo de urdidura existiria aí? Como a prefeitura não disponibiliza os gastos com publicidade, estima-se que tenha despendido perto de R$5 milhões com os órgãos solícitos, afora esses cachês superfaturados que os tais cantores jamais viram antes. No caso da propaganda institucional ela era e continua sendo (pois dura até os dias de hoje) perfeitamente dispensável, mas a despeito de ‘despoluição do rio Itapecerica’ esconde-se a febre da reeleição a qualquer custo.

Neste particular a máquina pública é usada à exaustão. Na segunda-feira, 29 de agosto, concentrava-se na Câmara Municipal uma enxurrada de professoras do ensino público municipal – quanto às professoras estaduais o prefeito não as tem sob cabresto. Pelo contrário, elas odeiam as políticas salariais do PSDB e seu governador Anastasia, a quem esconjuram quando e onde podem. Em pleno horário de trabalho lá estavam os organizadores de uma tal ala feminina do PSDB, com a claque previamente convocada. E elas que não compareçam! – uma delas reclamava (exibindo um livreto do encontro) para quem quisesse ouvir: ‘esse prefeito só sabe fazer propaganda pessoal!

O Ministro Nazista da Propaganda, Josef Goebells, dizia: uma mentira repetida cem vezes vira verdade. E parece que o tucanato opera por essa bíblia. A edição do “Minas sem Censura” edição de junho de 2011 conta a história das mentiras de Aécio Neves e de seu governo midiático, que em oito anos de paralisia conseguiu infundir na idéia dos mineiros tratar-se o neto de Tancredo Neves de um bom político. O propalado Déficit Zero do governo Aécio, o tal Choque de Gestão mostraram-se escandalosamente inverídicos: o economista divinopolitano e professor da Unicamp, Fabrício Augusto de Oliveira, (uma das autoridades monetárias mais importantes do país) a equipe de Aécio produziu aquilo que chamou de ‘Contabilidade Criativa’, transferindo dívidas e apagando déficits, promovendo tremenda barafunda nas contas estaduais, Claro, para confundir. A dívida estadual que era de R$15 bilhões, subiu a mais de R$70 bilhões no decorrer de seu governo.

O Senador é conhecido por suas molecagens. Apanhado dirigindo bêbado no Rio de Janeiro, recusou-se a soprar o bafômetro e foi liberado depois do famoso: ‘sabe com quem está falando?”. Mas para seu azar, o registro do automóvel de luxo desnudou a propriedade de uma emissora de rádio em Belo Horizonte que mantém em seu nome vários automóveis de luxo, apesar da sua modesta posição no ranking das comunicações. A emissora pertence a Aécio e Andréia Neves.

O tablóide de oposição, ‘Minas sem Censura’ classifica o governo Aécio Neves de ‘estado de exceção’, já que a mídia anulou a população pensante durante anos e anos. Divinópolis não pode se queixar da ausência do governador, em que pese todas as vezes tivesse vindo de mãos vazias. Mas nem isso serviu para alertar os divinopolitanos que lhe deram maioria qnando se candidatou ao governo do estado, além de prestigiar e eleger o sucessor Antônio Anastasia. Agora Senador, se fala em Aécio para presidente, mesmo tendo ele dado todas as indicações do que poderia fazer à frente de cargo tão importante.

Copiando integralmente o chefe tucano, Vladimir Azevedo disparou a máquina publicitária e institucional para forjar uma reeleição fácil. O contribuinte local está pagando mídia, pasmem, até para publicação da cidade de Formiga. Mas é claro que não haverá reeleição fácil, e talvez, nem reeleição.

Seu aparato marqueteiro faz uso das mais fúteis situações tentando mostrar com sutileza o poder e a importância do prefeito de Divinópolis. Em ocasião recente convocou a imprensa para jactar-se de ter sido eleito Presidente da Frente Estadual de Prefeitos, ou coisa que o valha. Em verdade essas associações de nada valem e nem sequer traduzem importância para o ‘agraciado’ cuja força política resume-se a zero, antes e depois da vírgula. Seu vice-presidente na entidade, o atual prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, era o preferido de Anastasia, porém, estando ele, Lacerda, na listagem dos favorecidos pelo Mensalão de Marcos Valério, viu encolhida a sua condição para vice. O que, de resto pouco ou nada significa. Márcio Lacerda é também conhecido pela compra de votos em Belo Horizonte. De ‘perseguido político’ virou, como boa parte deles, em milionário.

Outro exemplo do delírio publicitário local foi feito quando o Guarani disputou recentemente a torneio mineiro de futebol juvenil, tendo perdido todas as partidas. Não conseguiu sequer um empate. Então veio a sacralização. A Secretaria de Comunicação enviou releases para a imprensa dizendo que a participação do Guarani tinha dado ‘visibilidade nacional’ a Divinópolis. A diretoria do IBIS com toda a carga de humor da equipe cujo slogan é ‘o pior time do mundo’ e que realmente tem visibilidade ainda que pelo lado reverso, não ousaria tanto.

É também um governo que não dá a César o que é de César. Recentemente comemorou-se os dois anos de funcionamento do CREVISA. Obra do governo anterior, claro. Mas na placa comemorativa lá estão os nomes dos ‘autores da obra’, que não poderiam ser outros senão Vladimir Azevedo e equipe. O CREVISA foi totalmente construído no governo anterior. E saibam que a placa é ilegal, do ponto de vista do TSE.

Sou contra, mas nem tanto

Mas o triste de tudo isso são as duas caras do prefeito. Como vereador fazia média e jogava para a torcida, postando-se contra o projeto da terceirização do esgotamento sanitário de Divinópolis. Em seus longos, inflamados e aplaudidos discursos na Câmara Municipal, o então vereador fazia as delícias dos opositores à terceirização, garantindo que a COPASA era empresa inidônea. Fazia questão de citar as cidades que haviam celebrado convênio com a estatal, ao mesmo tempo em que exaltava os municípios que resistiram à entrega. De parte desse governo, foi a maior sujeira que fez com os divinopolitanos. E principalmente com os 30% do eleitorado que elegeu o tucano.

O golpe final no eleitorado, de grande astúcia e dissimulação por parte da administração municipal, se deu com a celebração do contrato de terceirização no dia 29 de junho de 2011, (presente de aniversário para Divinópolis) escondendo a cobrança a ser feita a partir de março de 2013. O motivo para adiar a cobrança é somente um: deixar passar as eleições de 2012. Antes disso, o eleitor estaria magoado e com o sangue em plena fervura por sentir na própria pele o prejuízo que se estenderá por 40 anos. Vladimir Azevedo confia firmemente na falta de memória dos divinopolitanos. Mas claro, ele se defrontará com ela em outubro do ano que vem.

Prefeito Ambientalista

Esses dois ipês, maravilhas da natureza, ficavam de frente à casa do prefeito Vladimir Azevedo. Não se sabe por quê, ele ordenou que eles fossem derrubados.

Obs.

A presente obra será divulgada capítulo por capítulo neste Blog, com postagens nos dias 1º e 15 de cada mês. O livro completo será impresso e distribuído da maneira convencional em maio de 2012.

2 comentários:

Lunna Moreira disse...

Itamar,

Aguardo a publicação de seu livro, no entanto já estou divulgando seu blog e a introdução postada hoje.

Divinópolis nunca esteve na situação em que se encontra hoje, o fisiologismo, clientelismo e otras coisitas más reinam no ninho do tucanato.

O melhor presente para os 100 anos de nossa cidade será a não reeleição desta turma...

Silva disse...

Itamar, o mercado jornalístico paralelo tem se mostrado infinitamente mais autêntico do que o que se diz oficial. Sucesso!